Motionless In White em Lisboa: O Pesadelo Perfeito

A Sala Tejo da MEO Arena transformou-se no epicentro do metalcore moderno. Os concertos de Motionless in White, Dayseeker e Make Them Suffer no passado sábado, 7 de março de 2026, marcaram uma noite histórica para o metal moderno em Lisboa, com lotação praticamente esgotada e ambiente de euforia constante. A abertura coube aos australianos Make Them Suffer, que transformaram a curiosidade inicial num envolvimento genuíno. O grande trunfo dos Make Them Suffer continua a ser o contraste dinâmico: os guturais viscerais de Sean Labinsky cruzam-se com a elegância melódica de Alex Reade nos teclados e vozes, conseguindo, em pouco mais de meia hora, conquistar a sala e gerar os primeiros momentos de verdadeira afinidade com o público . Seguiram-se os californianos Dayseeker, cuja ascensão no cenário do pós-hardcore se tornou evidente. Rory Rodriguez entregou uma das melhores performances vocais que a Sala Tejo já viu. Desde os primeiros acordes de “Pale Moonlight”, ficou claro que o público conhecia profundamente o repertório, cantando em uníssono refrões de temas como “Crawl Back to My Coffin”, “Sleeptalk” e “Neon Grave”. O clímax da noite chegou com a actuação dos Motionless In White, banda americana de metalcore originária de Scranton, Pensilvania, formada em 2004 pelo vocalista Chris “Motionless” Cerulli, o único membro original da banda. O espetáculo dos Motionless In White é uma experiência imersiva: luzes, fogo, estética gótica e um som que funde o metalcore com o industrial de forma impecável. A banda, que fez a sua estreia em Portugal, trouxe a produção completa da digressão, com um palco de vários níveis, enormes painéis visuais, pirotecnia e a presença das Cherry Bombs, que adicionou uma camada teatral e provocadora ao espetáculo e que com as suas rebarbadoras espalharam faíscas pelos quatro cantos do palco. O concerto arrancou com “Meltdown”, “Sign of Life” e “A.M.E.R.I.C.A.”, num alinhamento que equilibrou temas mais recentes com clássicos como “City Lights”. Chris é um frontman magnético, mantendo o público na palma da mão tanto nos momentos mais intensos como “Slaughterhouse”, como nos hinos mais emocionais como “Nothing Ever After”. No final, o concerto confirmou-se como um momento memorável, um espetáculo completo, combinando sonoridade industrial, estética sombria e teatral e uma produção visual poderosa, transformando a Sala Tejo num cenário digno de cinema de terror moderno.
MOTIONLESS IN WHITE ESTREIAM-SE EM PORTUGAL

A força mais cinematográfica do metal moderno sobe finalmente a um palco nacional durante o primeiro trimestre do próximo ano. Pela primeira vez em solo português, os MOTIONLESS IN WHITE vão atuar na Sala Tejo da MEO Arena, em Lisboa, no dia 7 de Março de 2026, e apresentar um espetáculo que promete marcar a memória dos fãs nacionais com uma experiência sonora e visual arrebatadora. Com uma estética sombria e teatral que atravessa transversalmente os universos do rock/metal industrial, da música pop de contornos góticos e de uma iconografia visual profundamente inspirada pelo cinema de terror, os norte-americanos MOTIONLESS IN WHITE são uma das propostas mais singulares e mais provocadoras do rock pesado contemporâneo. Desde os primeiros passos em Scranton, na Pensilvânia, até à aclamação a nível global, o quinteto liderado pelo carismático Chris Motionless construiu uma base de seguidores fervorosa e muito dedicada, conquistando palcos e audiências um álbum de cada vez. O percurso, por esta altura, é sobejamente impressionante: são já mais de mil milhões de streams e visualizações acumuladas nas principais plataformas digitais, quatro estreias consecutivas no Top 5 das tabelas de vendas ‘Top Hard Rock Albums’ e ‘Top Rock Albums’ da reputada Billboard, e uma sucessão de álbuns que redefinem os limites do som da banda. De «Reincarnate», de 2014, a «Graveyard Shift» e «Disguise», de 2017 e 2019, respetivamente, os MOTIONLESS IN WHITE têm vindo a refinar uma linguagem própria, culminando no aclamado «Scoring The End Of The World», lançado em 2022, que estreou no #12 da Billboard 200. Este último LP, que representou uma maturidade artística e conceptual sem precedentes, inclui o single «Masterpiece», primeiro tema do grupo a atingir o #1 na ‘Active Rock Radio’ norte-americana. Mais do que um simples êxito, a canção simboliza bem o alcance e a relevância dos MOTIONLESS IN WHITE num universo onde a música pesada se cruza com a emoção crua e a ambição visual. Em 2025, os MOTIONLESS IN WHITE entram numa nova fase da sua carreira – mais intensa, mais desafiante e mais monumental que nunca. A digressão europeia de 2026 marca não só a extensão dessa visão como também um momento histórico para todos os fãs portugueses, que finalmente vão testemunhar ao vivo a intensidade de um espetáculo onde o som e a imagem se fundem numa experiência para mais tarde recordar. A formação atual do grupo conta com Chris Motionless na voz, Ricky Olson e Ryan Sitkowski nas guitarras, Justin Morrow no baixo e Vinny Mauro na bateria – um coletivo coeso e explosivo que promete incendiar a Sala Tejo da MEO Arena com uma atuação inesquecível. Com uma estética visual marcada por elementos góticos, cyberpunk e horror, os MOTIONLESS IN WHITE já são mais do que uma banda — são um universo. A figura de Chris Motionless, sempre envolta em mistério e intensidade, tornou-se um ícone para milhares de fãs que veem no grupo não apenas música, mas uma forma de expressão identitária. No primeiro trimestre de 2026, o nosso país vai testemunhar então o fenómeno ao vivo e a cores, com a estreia nacional de uma das forças mais singulares do metal moderno. Para os que seguem os MOTIONLESS IN WHITE há anos, e para todos os curiosos que querem viver uma experiência única, o dia 7 de Março do próximo ano será uma data para marcar já a negro no calendário.