The Hives de novo em Lisboa

Os “The Hives” são uma banda de rock sueca formada em 1993 na cidade de Fagersta. Conhecidos pela sua energia explosiva em palco, visual marcante em preto e branco e som cru influenciado pelo punk e pelo garage rock dos anos 1960 e 1970, o grupo ganhou destaque internacional no início dos anos 2000 com o álbum Veni Vidi Vicious (2000), que inclui o hit “Hate to Say I Told You So”. Liderada pelo carismático vocalista Howlin’ Pelle Almqvist, a banda é famosa por suas apresentações intensas e cheias de atitude, consolidando-se como um dos nomes mais empolgantes do rock contemporâneo. Nesta world Tour 2025 estão a promover o seu recente trabalho “The Hives Forever Forever the Hives” onde se destacam a faixa que dá nome ao album e também “Enough Is Enough”. Os The Hives actuam no Sagres Campo Pequeno no dia 4 de Novembro.

Noite de Punk e Skate Punk no RCA Club: MEDO, Suspeitos do Costume e Authority Zero

Ontem, dia 15 de julho de 2025, o RCA Club em Lisboa recebeu um concerto com as bandas MEDO, Suspeitos do Costume e Authority Zero, numa noite marcada pela diversidade sonora desde o hardcore até ao skate punk. A abrir a noite às 21h, os MEDO trouxeram um hardcore algarvio intenso com riffs agressivos e letras com forte mensagem sociopolítica, mantendo o público em movimento desde o início. Som cru e direto, exatamente o que se espera de uma banda assim. Galeria completa aqui: Os Suspeitos do Costume entraram por volta das 21h45 e lançaram três temas marcantes: “Momento”, “Remar Contra a Maré” e “Consciência”. A banda de punk rock originária de Odemira, demonstrou a sua habitual energia e a capacidade de cativar o público que cantou em uníssono e saltou, provando a ligação forte que a banda mantém com os seus fãs ao longo dos anos. Galeria completa aqui: O clímax da noite chegou com os Authority Zero que já comemoraram 30 anos de existência. Pela primeira vez no nosso país, a banda de skate punk do Arizona, EUA, incendiou o RCA Club com a sua mistura contagiante de punk rock, ska e reggae. Set repleto de clássicos como “One More Minute” ou “Revolution” com o vocalista Jason DeVore a liderar a banda com um carisma inegável, interagindo constantemente com o público, como sempre, um ponto alto, especialmente numa casa íntima como o RCA Club. Em suma, a noite foi uma combinação de estilos e gerações do rock alternativo e punk, com a estreia em Portugal dos Authority Zero a criar um ponto alto da noite, enquanto Suspeitos do Costume e MEDO reforçaram a riqueza da cena musical portuguesa contemporânea. Galeria completa aqui:

30 Anos de Tara Perdida!

Na passada sexta-feira, 20 de junho, a República da Música em Alvalade, o bairro lisboeta onde a banda nasceu, foi palco do primeiro de dois concertos esgotados dos Tara Perdida, marcando o início das celebrações dos seus 30 anos de carreira. No palco, os Tara Perdida apresentaram-se no formato de quarteto, com Ruka (Rui Costa) a assumir a voz e guitarra, Tiago Silva (Ganso) na guitarra, Filipe Sousa no baixo e Pedro Rosário (Kystos) na bateria. O concerto foi fiel ao espírito da banda, sem grandes produções, mas com muita energia e autenticidade, características que sempre definiram o grupo. O alinhamento foi uma viagem nostálgica e incluiu temas clássicos e hinos do punk português, como “O Que é Que Eu Faço Aqui”,  “Nasci Hoje”, “Nada Me Vai Parar”, “Desalinhado”,  “Lisboa” e “Bairro de Alvalade”, além do jingle “Batata Frita” e da estreia ao vivo do novo single “Tudo ou Nada”, lançado especialmente para assinalar as três décadas de existência da banda. O espetáculo contou ainda com a participação de convidados especiais ligados à história dos Tara Perdida, como Tim (Xutos & Pontapés), António Corte-Real (UHF), Samuel Palitos, João Pedro Almendra, Ivo Palitos e Vicente Santos. O evento foi marcado por um ambiente familiar e multigeracional, refletindo a forte ligação da banda ao público, pela memória de João Ribas e a certeza de que a banda, mesmo após três décadas, continua a ser uma força imparável no panorama musical português. Galeria completa aqui:

Esta semana Dead Kennedys em Lisboa e Porto

Os míticos Dead Kennedys preparam-se para uma dose dupla de Punk, contando como convidados no LAV-Lisboa ao Vivo os Albert Fish dia 24 e no dia seguinte no Hard Club os Mata-Ratos Formados em 1978, em São Francisco, Califórnia, os Dead Kennedys são facilmente identificados como um dos nomes mais importantes e icónicos da história do Punk a nível mundial. Desde o nome da banda à sua postura em palco e fora dele, os Dead Kennedys sempre foram uma fonte de polémica. No seu primeiro período de actividade, entre 1978 e 1986, a banda editou 4 discos que se tornaram marcantes e definiram um estilo, recheados de hinos irreverentes, sempre a colocar o “dedo na ferida” e a gerar controvérsia. Musicalmente inconfundíveis e com letras sempre corrosivas, os temas dos Dead Kennedys são geralmente de natureza social e política, satirizando várias figuras públicas e poderosas, instituições firmadas e autoridades em geral, bem como a cultura popular e todos os podres da sociedade, com temáticas que, infelizmente, continuam tão actuais 4 décadas depois. Este conjunto de factores geraram um fenómeno de culto à sua volta, que se mantem bem vivo até aos dias de hoje. Depois de vários anos parados, a banda regressou ao activo no início dos 2000s com algumas mudanças na formação, mas mantendo a intensidade máxima nas suas performances. Em 2025 a banda anuncia uma digressão que tem passagem pelo nosso país para dois concertos que se prevêem no minímo intensos, com os membros fundadores East Bay Ray e Klaus Flouride ao leme e o vocalista Ron “Skip” Greer (ex-Wynona Riders)que dá voz aos clássicos de Dead Kennedys desde 2008. Imperdível e histórico.

BAD RELIGION – Punk Is Not Dead!

No passado domingo, 11 de Maio, a Sala Tejo da MEO Arena foi palco de uma celebração histórica do punk rock: 45 anos de carreira dos Bad Religion. O evento, que se prolongou por várias horas, fazia parte da digressão ibérica “45 Years Doing What You Want” e que para além dos lendários Bad Religion reuniu ainda os Crim, Belvedere, Trinta & Um, Strung Out e Agnostic Front.   Os espanhóis Crim foram os primeiros a actuar, envolvendo o publico com o seu enérgico punk melódico, cantado em catalão  e aquecendo o ambiente para o resto da noite. Galeria completa aqui: Seguiram-se os canadianos Belvedere, uma das surpresas da noite, com um skate punk rápido e técnico. A banda manteve o ritmo acelerado e técnica apurada conquistando a plateia com composições rápidas, harmonias bem trabalhadas e cativantes, mostrando porque continuam a ser referência no género Galeria completa aqui: Em representação do nosso país estiveram os Trinta & Um, banda de Linda-a-Velha com atitude irreverente e a cantar na língua de Camões. Com a habitual energia que os caracteriza, os Trinta & Um conectam-se bem com os fãs, ofereceram o seu som directo com influências clássicas demonstrando assim que o punk nacional “is not dead”! Galeria completa aqui: Desconhecidos de muitos mas já com mais de 30 anos de carreira, os californianos Strung Out foram os senhores que se seguiram. Com uma fusão de Melodic Hardcore e Punk Metal, os Strung Out foram um dos pontos altos da noite provocando grande adesão do público, mantendo um ritmo elevado, riffs intensos, bateria acelerada e uma sonoridade única. Galeria completa aqui: A seguir actuaram os lendários Agnostic Front, considerados por muitos como os pioneiro do crossover trash,  demonstraram em Lisboa a intensidade  e energia do hardcore nova-iorquino. Liderados por Roger Miret e pelo carismático Vincent “Vinnie Stigma” Capuccio, os Agnostic Front quase “incendiaram” a sala, praticamente cheia, com um set recheado de clássicos e uma energia inesgotável. Actuação intensa e forte ligação ao público com moshpit que duraram praticamente todo o concerto. Para muitos foi o ponto alto da noite. Galeria completa aqui: Os cabeças de cartaz, Bad Religion, encerraram a noite com uma atuação que percorreu quase toda a sua discografia. Iniciaram com “Recipe for Hate” e ‘Supersonic” passando ainda por temas como “Generator”, “Sorrow” ou “American Jesus”. Os comandados do Dr. Greg Graffin (antropologia e geologia), apesar dos 45 anos de carreira, continuam com uma vitalidade assinalável, rendendo o publico do principio ao fim com uma performance muito profissional provando porque são considerados uma das maiores bandas de punk rock de todos os tempos. Em suma este evento confirmou a forte ligação entre os Bad Religion e um publico português intergeracional, que apreciou tanto o punk como o hardcore fazendo desta tarde/noite uma verdadeira festa. Galeria completa aqui:

THE HIVES

World Tour 2025 The Hives informam que estão de volta! Com novo álbum na bagagem, a banda sueca acaba de anunciar a digressão mundial de 2025 com passagem no Sagres Campo Pequeno a 4 de novembro. A Sensação Internacional do Rock, aclamada em todos os continentes pelo seu talento magistral e entrega desenfreada ao rock, fizeram de novo aquilo que ninguém esperava: criaram um novo álbum como nunca se ouviu antes e, muito provavelmente, nunca se ouvirá novamente. Um novo disco tão cheio de energia, alegria, raiva e vida que irá questionar a realidade como a conhecemos. Cada música, um single. Cada single, um sucesso. Cada sucesso, um golpe direto na cara do sistema. The Hives Forever Forever The Hives, será editado no dia 29 de agosto de 2025 Este álbum de longa duração, composto por treze faixas meticulosamente criadas com paixão, irreverência e mestria na Suécia, foi produzido em parceria com os ilustres Pelle Gunnerfeldt e Mike D dos Beastie Boys. “Enough Is Enough”, o primeiro single retirado do álbum, vem acompanhado de um videoclipe captado na grandiosa cidade de Bucareste, onde a banda assume vários papéis pugilísticos sob a direção magistral do renomado e premiado cineasta Eik Kockum. Falando sobre a faixa, nas suas próprias palavras, The Hives declaram: “Quem, no seu perfeito juízo, começaria uma música assim? Ninguém além dos The Hives. Eles estão de volta mais cedo do que esperavam e, neste momento, já estão cansados de toda a gente. Daí o título. Entendido? Entendido.” Os The Hives, compostos por Howlin’ Pelle, Chris Dangerous, The Johan And Only, Nicholaus Arson e Vigilante Carlstroem, gravaram o seu nome na história do rock ao longo de três décadas. A banda esgotou estádios imponentes e partilhou palcos com gigantes como AC/DC e The Rolling Stones. A BBC descreveu-os como “uma força da natureza”, enquanto a Rolling Stone incluiu o álbum Veni Vidi Vicious na lista dos 100 Melhores Álbuns da Década. Além disso, o hino “Hate To Say I Told You So” recebeu um lugar de honra entre as 500 Melhores Canções dos Anos 2000, segundo a Pitchfork. Com milhões de álbuns vendidos, certificações de Platina e inúmeros prémios—Grammys, MTV Awards, NME Awards—os The Hives erguem-se como titãs no reino da música. Segundo o lendário Joe Strummer, foram eles que salvaram o Rock ‘n Roll.