O segundo fim-de-semana de XI Rock in Rio Lisboa começou a ‘Classe de 79’ a invadir o
Palco Music Valley, com os Jafumega e os UHF a mostrarem que estão no imaginário
do povo português.











De seguida, no Palco Mundo, Shaggy tentou puxar pelo público,
com algumas músicas pelo meio. Mas não foi a actuação mais feliz da XI edição do
festival. Definitivamente.





















Entre canecas de porcelana, malmequeres, pedidos de casamento e a definição do que
é um homem ‘otário’, a voz madura de Joss Stone soube bem de se ouvir ao
entardecer perante um Palco Super Bock atento. Mas longe de lotar. Na 12ª passagem
por Portugal, a artista britânica foi o 12º jogador que tipicamente procura agitar as
hostilidades a partir do banco. Até porque esta nos recordou de que existe (o) ‘Right
To Be Wrong’.



























Para completar a transição entre o dia e a noite, Cyndi Lauper subiu ao Palco Mundo
naquela que foi a sua estreia em Portugal. A norte-americana mostrou que aos 73 anos
a sua voz está saudável e preservada, especialmente tendo em conta que alguns dos
seus êxitos como ‘Time After Time’ ou ‘True Colors’ são cantadas em tons muito
agudos.















Antes desses temas serem cantados em uníssono pelos presentes, houve a
triste oportunidade para os jornalistas, a cumprirem com brio a sua profissão, serem
severamente agredidos no seu local de trabalho. A lamentar tal comportamento e
ainda mais a ausência de um pedido de desculpas por parte da organização. ‘Girls Just
Want To Have Fun’, cantada num tom mais grave que o original, terminou uma
actuação agridoce. Quem estava no recinto queria algo que lhe aquecesse e tocasse
verdadeiramente na alma. Talvez por isso, logo após o término deste concerto, tenha
acontecido uma corrida desenfreada e nunca antes vista para o Palco Music Valley.

















Em palco, os Xutos iniciaram a sua retrospectiva da ‘Classe de 79’ com esse mesmo
tema, num concerto que deixou claro que a banda fundada por Zé Pedro é muito mais
presente do que passado e que esse mesmo presente deve ser feito no Palco Mundo.
O recorde de assistência do palco que pertencia a Pedro Sampaio foi batido, causando,
inclusive, algumas dores de cabeça à segurança devido à sobrelotação daquele espaço
do recinto.















Com ‘À Minha Maneira’, ‘Circo de Feras’, ‘Não Sou O Único’, Para Ti, Maria’
e ‘A Minha Casinha’ fazerem os mais de 60 mil presentes saltarem, cantarem e até
chorarem, Sir Rod Stewart foi literalmente obrigado a esperar pois o público dali não
quis arredar de pé. E, por isso, ainda houve tempo e espaço para ‘Homem do Leme’
em formato acústico, naquele que foi, clara e inequivocamente, O concerto desta
edição.















Para fechar a noite, Sir Rod Stewart trouxe na bagagem os êxitos de toda uma vida
como ‘Young Turks’, ‘Baby Jane’ e ‘Do Ya Think I’m Sexy’ mas também margem de
manobra para toda a sua banda, individual e colectivamente, brilhar. E esse facto
transformou o concerto num verdadeiro espectáculo.















E, se é verdade que o britânico
já não está no seu auge, também é verdade que as notícias de que o cantor poderia
nem se aguentar em pé em cima do palco absoluta e completamente exageradas, a
roçar a calúnia e a difamação.













Os Bateu Matou fecharam o recinto musicalmente falando, mostrando que poucos
sabem fazer a festa como eles em Portugal.
Texto: Diogo Santos
Fotos: Jorge Pereira