PLACEBO

Placebo 30th Anniversary Tour Os Placebo anunciam dois concertos em Portugal, que marcam o arranque da digressão da celebração dos 30 anos de carreira. A banda atua a 28 de setembro na Super Bock Arena, no Porto, e a 29 de setembro no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa. Celebrando três décadas desde o lançamento do seu revolucionário álbum de estreia, a lendária banda de rock alternativo apresenta Placebo RE:CREATED, uma poderosa reinterpretação do disco que os revelou ao mundo em 1996. O álbum será editado a 19 de junho de 2026. Sobre este momento, a banda afirma: “Esta é uma celebração de onde começámos e o ponto de encontro entre quem éramos e quem somos hoje. É uma forma de honrar essa inocência, enquanto deixamos as canções existir com a dimensão, confiança e energia da banda em que nos tornámos.” Desde a sua estreia em 1996, os Placebo destacaram-se de imediato na cultura rock britânica pela sua estética ambígua, glamorosa e provocadora, desafiando normas tradicionais de género e masculinidade numa altura em que estas questões ainda não faziam parte do debate público. Essa identidade distintiva foi determinante para o sucesso e longevidade da banda, que construiu um percurso sólido e influente ao longo de três décadas. Com a Placebo 30th Anniversary Tour, o grupo embarca numa série de 36 concertos por toda a Europa, apresentando os maiores êxitos dos seus dois primeiros álbuns — Placebo e Without You I’m Nothing — incluindo temas que não são tocados ao vivo há mais de 20 anos. E Portugal é o primeiro país a receber os concertos estrondosos de Placebo, no dia 28 de setembro na Super Bock Arena e no dia 29 de setembro no Sagres Campo Pequeno.

RONNIE WOOD

With his band featuring Imelda May O lendário Ronnie Wood regressa a Portugal para um concerto muito especial no dia 14 de setembro no Coliseu de Lisboa. Guitarrista dos Rolling Stones desde 1975, a paixão de Ronnie Wood pela música começou aos 14 anos quando os seus irmãos lhe ofereceram a sua primeira guitarra acústica. Depois disso, nunca mais parou. Fez parte do grupo The Birds, a sua primeira banda, dos Jeff Beck Group e ainda dos The Face, onde se consolidou mais do que nunca enquanto música e guitarrista. Ainda parte dos The Face, Ronnie Wood lançou a sua carreira a solo com os álbuns I’ve Got My Own Album To Do, em 1974, e Now Look, em 1975, com participações de grandes músicos como George Harrison, Rod Stewart, Bobby Womack e os futuros companheiros de banda Keith Richards e Mick Jagger. Já nos Rolling Stone, onde se tornou uma peça fundamental do som de uma das bandas mais míticas de sempre, formou o supergrupo The New Barbarians e continuou a lançar os seus trabalhos a solo. Em 2025, lançou FEARLESS: THE ANTHOLOGY 1965–2025, uma álbum que percorre os seus 60 anos de carreira e música extraordinárias, e que inclui quatro músicas completamente novas, incluindo “You’re So Fine”. É com essa celebração de carreira que Ronnie Wood chega a Lisboa e atua para os seus fãs no Coliseu de Lisboa a 14 de setembro. Abertura de Portas: 20h00Início do Espectáculo: 21h00

XVIII NOS Alive – Dia III!

O último dia de XVIII NOS Alive começou com uma gigantesca e precoce audiência queviu as amigas Florence Road mostrarem porque são apontadas pelos meiosespecialistas internacionais como o futuro risonho da música. A vocalista Lily Aron expressou o desejo de voltarem no futuro, no palco principal. Paraquem viu o concerto, ficou a certeza que tal será uma questão de tempo. Teddy Swims, juntamente com o seu octeto e demais adereços cénicos deram umconcerto de bastante qualidade, foram os primeiros a esse mesmo palco principal noúltimo dia. O público demasiado disperso prejudicou a actuação. E só mesmo orepescar dos icónico-intemporais sintetizadores de ‘Jump’ (de van Halen) despertou oPasseio Marítimo de Algés para o artista norte-americano extraordinariamente bemsucedido radiofonicamente a nível mundial. Mas até que ponto isso significa aspessoas estarem dispostas a verem um concerto deste? Minutos depois, o início de concerto de Lorde foi estranho. A cantora australianacomeçou a sua apresentação com ‘Royals’, meio que a “despachar”, para depois andarà “luta” com a sua t-shirt. Prestes a fazer 30 anos e apresentando praticamente natotalidade o seu quarto trabalho de estúdio, “Virgin”, o concerto de Lorde foi uma lutaconsigo própria para tentar ser mais que a miúda de ‘Royals’. Ainda não o é. Mas estánum bom caminho para o ser. O conceito de espectáculo esteve totalmente presentenaquilo que Lorde, os seus dois bailarinos e os seus quatro músicos apresentaram. Derealçar a sequência final A sequência final ‘Girl, so confusing’ (que apesar de ter sido lançada por Charli xcx éescrita por si) e ‘Green Light’ foi arrebatadora. No entanto, em termos de espectáculo, nesta edição nada bateu a britânica FlorenceWelch com a sua carismática banda The Machine. Com um alinhamento renovado paraos concertos de Verão, a quase quadragenária conseguiu reunir uma unanimidadeconsenso que o Passeio Marítimo de Algés raras vezes conheceu (a última das vezesfora com Dua Lipa em 2024). A sua terceira passagem pelo festival reuniu não só os êxitos (já) inter-geracionais de“Lungs” e “Cerimonials” – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’ (o seu famoso cover de) ‘You GotThe Love’, ‘Dog Days Are Over’ – como também temas do seu novo trabalho,“Everybody Scream”. Sem sequer precisar de um grande jogo de luzes ou de milvestimentas para lá do seu famoso vestido boudoir vermelho. A habilidade de fazermúsicas profundas com refrões facilmente cantáveis é um dom que lhe é quase único. Para terminar em grande, os Buraka Som Sistema mostraram no Palco NOS que as suasmúsicas não têm necessariamente que ficar presas-esquecidas no passado e que têmum lugar de destaque-relevo no presente. Um pouco à semelhança do que aconteceracom Da Weasel no mesmo palco em 2022. Foi delicioso ver temas como ‘Kalemba(Wegue Wegue)’ a serem recebidos com amor e passos sentidos de dança por todauma geração que nem sequer era nascida quando o tema foi lançado. Fechando as portas da edição XVIII, os Zimmer90 deram um concerto bastanterespeitável no Palco Heineken enquanto o set de fecho do WTF (com algumasmensagens políticas pelo meio) ficou a cargo de Modeselektor. Por último mas não menos importante: falar do NOS Alive a atingir a ‘maioridade’ étambém falar de uma série de pessoas essenciais para que o festival aconteça (comsucesso). Profissionais cuja função se desenrola atrás do pano ou no momento em queeste cai. Desde a Johanna Bond na produção, passando pelo Sebastião Góis no vídeo,pela Raquel Vitória nas redes sociais e até a todo o pessoal (quase) anónimo nalimpeza e segurança, fica aqui o merecido reconhecimento e agradecimento. A culturaportuguesa enriquece substancialmente através da dedicação destes profissionais. Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.

XVIII NOS Alive – Dia II!

O segundo dia de XVIII NOS Alive proporcionou, em plena luz do dia, um pleno recitalde talento feminino. A começar, os Call Me, vencedores do Oeiras Band Sessions, fizeram a audiênciacrescente abanar o capacete entre a feliz reconstrução de ‘Back On Black’ (de AmyWinehouse) e temas de alta qualidade do seu primeiro EP, “Hold The Line”. De notarrealçar a presença em palco e capacidade vocal da vocalista, Ava. De seguida, as mexicanas The Warning fizeram o Passeio Marítimo de Algésestremecer com o seu rock pujante e orelhudo. Ninguém ficou indiferente ao que foiapresentado em palco, nem mesmo aos temas que irão constar no seu primeiro LPtotalmente em inglês, “Everything’s Falling” Na outra ponta do recinto, Picas apresentou no Palco Coreto o seu primeiro LP,“Vendavais” junto da sua imensamente talentosa banda. Com Alex Mey na bateria,Christian Tavares na guitarra e Zé Ganchinho no baixo, a cantora teve perante si amaior plateia do Palco Coreto nesta edição. E fez tudo menos desapontar. Com a fasquia elevada, os Wolf Alice ficaram encarregues de fazer a transição do diapara a noite, numa acção que o público recebeu de forma q.b. Apesar da vocalista efundadora da banda Ellie Rowsell ter feito tudo o que podia para puxar pela audiência,a verdade é que o público estava ali para ver rock n’roll puro e não o melhor da popbritânica. De regresso a Portugal e ao NOS Alive onde não vinham desde 2017, o primeiro acordedos Foo Fighters e a reacção louca do público explicou muito. Não só porque é que abanda prossegue após a morte de Taylor Hawkins mas também o porquê deste dia teresgotado tão rápida e facilmente. David Grohl é o eterno jovem rebelde que tem em sia missão de ser o guardião do bom e velho rock’n’roll nos tempos modernos. Num autêntico desfilar de êxitos onde não faltou ‘All My Life’, ‘The Pretender’, ‘TimesLike These’ e ‘My Hero’, houve ainda tempo e espaço para cada elemento da bandamostrar as suas raízes musicais. O que proporcionou um sempre saudoso – emboratemporário – regresso de Grohl à bateria. Com ‘Best Of You’ e ‘Everlong’ os FooFighters terminaram da melhor maneira a sua tour europeia “Take Cover”. De lamentar, no entanto, os 10 minutos que uma pessoa esteve para ser assistidajunto ao FOH a meio do concerto. Uma situação pontual mas grave que a organizaçãodeve rever e melhorar no futuro para o bem e segurança de todos os que frequentamo recinto. No início do fim da noite, Zara Larsson deambulou entre o aborrecido, o erótico e, porvezes, o espectacular na sua apresentação no Palco Heineken. Se é verdade que temuma voz que seria capaz de a fazer pisar qualquer palco, também é verdade que a suapassagem pelo XVIII NOS Alive respondeu ao porquê disso não acontecer. De realçar apositiva interacção com os fãs que culminou com a subida de Afonso a palco paradançar com a sua ídolo no final de ‘Lush Life’. Para fechar a noite, SBTRKT aproveitou ao máximo a potencialidade-diversidade visualque o Palco WTF oferece para explorar os seus ganchos e groove de maior relevânciano seu set. Texto de Diogo Santos Fotografias de Jorge Pereira.

XVIII NOS Alive – Dia I!

Os The Royston Club deram o tiro de partida no Palco NOS para a celebração dachegada a adulto do festival que viu, desde o primeiro dia, no Passeio Marítimo deAlgés, parte essencial da sua identidade. A banda britânica deu um concerto bastanteinteressante, apesar da fraca assistência. Já os A Perfect Cicle tiveram maior audiência mas, provavelmente, por pura esimplesmente a hora de Nick Cave & Bad Seeds estar a aproximar-se. Foi umaquecimento desadequado. O rock pesado da banda contrastou demasiado com ocabeça-de-cartaz deste Dia I. Apesar do imenso e intenso vento e de ser o único dia sem lotar (e um pouco longedisso), a actuação de Nick Cave & The Bad Seeds apaziguou, de vez, a relação destecom os lisboetas que ele ‘recusara’ visitar durante 20 anos, preferindo sempre opúblico do norte. The Bad Seeds são uma banda excepcional e sem a qual Nick Cavenão teria a carreira que tem, um pouco à semelhança de Bruce Springsteen. Noentanto, é na versão simplista de Nick Cave ao piano em ‘Into My Arms’ que esteencontra(rá) a sua eternidade músico-cultural. O coro uníssono criadoinstantaneamente no Passeio Marítimo de Algés foi (só mais) uma prova disso. A introspecção prosseguiu no Palco Galp Fado Café, com Diana Vilarinho. Mas destafeita com um toque de modernismo que faz bater o pé fazendo jus ao novo LP dafadista, “Uma Carta Escrita”. A voz potente e deslumbrante da fadista pintou-lembrou‘Cotovia’ como a melhor canção deste século feita para o RTP – Festival da Canção. A animação prosseguiu em altas com os Twenty One Pilots que entre fumo, fogo epirotecnia desfilaram os temas mais conhecidos do seu aclamado álbum “Blurryface”.Escalar palcos e FOH começa a tornar-se num hábito e feliz resposta a artistas “damoda”. Depois de Ricky Wilson (vocalista dos Kaiser Chiefs) no XI Rock in Rio Lisboa, foio baterista Josh Dun a escalar o Palco NOS para tocar numa bateria colocada no topopara o efeito para… ‘Drum Show’. Já perto do fim, o segurança de palco Rui subiu ao palco para um dueto no mínimo…caricato! ‘Seven Nation Army’ (dos The White Stripes), música estreada mundialmentepelos ZigZag Warriors no antigo Lux e instantaneamente odiada por quem lá estava,fez as delícias do público que estava tudo menos ‘Stressed Out’ pois o presente é tãobom ou melhor que o passado. Os mexicanos Midnight Generation encerraram o primeiro dia comprovando a ideiaanterior, tirando máximo partido das possibilidades visuais que o Palco WTF oferece,nomeadamente a nível de luzes. Texto de Diogo Santos Fotos de Jorge Pereira/Imagem do Som

Scorpions incendiaram a MEO Arena numa noite inesquecível

No dia 8 de julho, a MEO Arena, em Lisboa, recebeu um dos concertos maisaguardados do ano: o regresso dos lendários Scorpions a Portugal, integrado nadigressão Coming Home 2026, que celebra os 60 anos de carreira da icónica bandaalemã. Perante uma arena praticamente esgotada, o grupo provou que continua a seruma referência incontornável do rock mundial. Desde os primeiros acordes de “Coming Home”, a energia entre a banda e o públicofoi imediata. Ao longo de mais de duas horas, os Scorpions revisitaram alguns dosmaiores clássicos da sua carreira, incluindo “The Zoo”, “Send Me an Angel”, “Windof Change”, “Still Loving You” e o explosivo encerramento com “Rock You Like aHurricane”, temas que levaram milhares de fãs a cantar em uníssono.Klaus Meine embora já muito debilitado manteve uma forte ligação com o público português,Mikkey Dee é como o vinho do Porto enquanto Rudolf Schenker e Matthias Jabs demonstraram, mais uma vez, porque sãofiguras incontornáveis da história do rock. A qualidade musical, os efeitos visuais e aprodução do espetáculo transformaram a noite numa verdadeira celebração de seisdécadas de êxitos. Mais do que um simples concerto, esta atuação foi uma viagem pela história do rock. Aemoção sentida durante as baladas e a intensidade dos temas mais pesados mostraramque os Scorpions continuam a conquistar diferentes gerações de fãs. Este concerto confirmou que, mesmo após 60 anos de carreira, os Scorpions permanecem em excelente forma. Foi uma noite de nostalgia, energia e grandes emoções, que ficará certamente na memória de todos os que tiveram o privilégio de assistir a este espetáculo. Texto: Silvia Domingues Fotos: Jorge Pereira/Imagem do Som

Os lendários Scorpions regressam a Portugal

Os lendários Scorpions estão de volta com a Coming Home 2026 Tour, com passagem por Portugal no dia 8 de julho, na MEO Arena.  Com uma carreira que atravessa mais de seis décadas, os Scorpions continuam a ser um dos maiores nomes do rock mundial. Tudo começou nas ruas de Hannover, quando os jovens Klaus Meine, Rudolf Schenker e Matthias Jabs carregavam instrumentos e amplificadores num simples carrinho de mão, numa cidade que despertava lentamente do pós-guerra. Desde então, tornaram-se uma referência incontornável no panorama musical internacional.Ao longo dos anos, inúmeras bandas de renome — como Smashing Pumpkins, Green Day, Korn, System Of A Down ou Queensrÿche — prestaram homenagem ao grupo alemão com versões de temas icónicos. Só “Rock You Like a Hurricane” foi interpretado por mais de 150 artistas diferentes, atestando o impacto global da banda.Considerados a banda de rock número 1 da Alemanha, os Scorpions acumulam até hoje mais de 120 milhões de discos vendidos, mais de 5000 concertos realizados e uma coleção de clássicos que continuam a marcar gerações.A banda tem assim encontro marcado com o público Português no dia 8 de julho na MEO Arena.

NOS ALIVE’26 REGRESSA NOS DIAS 9, 10 E 11 DE JULHO

É já nos dias 9, 10 e 11 de julho que o NOS Alive 2026 regressa ao Passeio Marítimo de Algés para celebrar a 18.ª edição. Numa edição repleta de grandes nomes da música mundial, e a pouco mais de 50 dias do seu início, o cartaz do NOS Alive’26 conta já com nomes como Foo Fighters, Nick Cave & The Bad Seeds, Twenty One Pilots, Florence + The Machine, Buraka Som Sistema, Lorde, Teddy Swims e entre muitos outros. Os dias 10 e 11 de julho encontram-se esgotados, restando ainda bilhetes disponíveis para o primeiro dia do Festival, 9 de julho. Nesta edição, o rock assume um papel de destaque nos vários palcos do festival, sem nunca deixar de lado a diversidade musical que caracteriza o NOS Alive. Do pop de Zara Larsson e Alessi Rose ao indie de Matt Berninger e The Royston Club, passando pelo soul e R&B de Don West e pela eletrónica de Xinobi, Polo & Pan e TOMORA, o festival promete três dias de concertos memoráveis e experiências únicas.2026 marca ainda o aguardado regresso dos Buraka Som Sistema aos palcos. Dez anos depois, a icónica banda portuguesa volta a reunir-se para um espetáculo exclusivo e único.Os fãs de música e do festival encontram, assim, muitas e boas razões para regressarem ao Passeio Marítimo de Algés, às 11 horas de música e espetáculos contínuos num NOS Alive que continua a afirmar-se como um dos melhores festivais da Europa, onde se vive a música, a emoção e a magia com o Melhor Cartaz, Sempre! Este ano, o NOS Alive volta a associar-se ao programa GrassEUts, um programa que permite a novos talentos europeus pisarem os palcos de alguns dos grandes festivais da Europa Sziget (Hungria), NOS Alive (Portugal), EXIT Festival (Servia), e o Jazz Festival of Carthage (Tunísia). Os vencedores da edição de 2026 são: no dia 9 de julho apresentam-se WIRES, no Palco Heineken, e Maria Lui e Soudeni no Palco WTF Clubbing. Como já é tradição, a vencedora da edição de 2026 do Festival Termómetro, Rita Cortezão, atua no Palco Heineken no dia 11 de julho. Mais uma vez, o Palco Coreto conta com curadoria da Arruada, que aponta, tal como nas edições anteriores, para a música contemporânea portuguesa, incluindo diferentes géneros e subgéneros artísticos nos nomes escolhidos.No dia 9 de julho, o primeiro dia do festival, ao Palco Coreto sobe a banda Deixa Rolá, a electro-pop dos Neon Soho, os muito aplaudidos Duques do Precariado, o noise demolidor dos Hetta e a seleção musical muito especial da DJ Rita Maia.A 10 de julho, o espaço contempla a indie-pop de Picas, a abordagem diferenciada de Inês Sousa, bem como o registo entre eletrónica e a canção de Constança Quintero. No mesmo dia o palco recebe a viagem entre rock e a língua portuguesa dos Mutu e o DJ set de Ellis Ferrére.Para o encerramento do festival, no dia 11, o Coreto recebe as canções intemporais de Esteves Sem Metafísica, o violino em formato canção de Suzana Frances, Razy com abordagens neo-soul e jazz, o espaço sideral de Redoma e ainda a viagem eletrónica do DJ set de Sheri Vari. O palco Galp Fado Café um espaço dedicado à celebração e promoção da cultura portuguesa através de algumas das vozes mais marcantes do Fado. No dia 9 de julho, o Galp Fado Café recebe duas vozes das vozes mais marcantes da nova geração do fado:  Diana Vilarinho, uma jovem cantora que tem vindo a destacar no panomara fadista, e Geadas, uma das vozes mais promissoras da nova geração fadista. A abrir a programação do dia estará a Orquestra Maré do Amanhã, projeto criado no complexo da Maré. Reconhecida como uma das mais relevantes iniciativas socioculturais do Brasil na democratização do acesso à educação musical, a orquestra conta com o apoio da Fundação Galp. No segundo dia de festival, dia 10 de julho, sobem a palco a fadista Ana Sofia Varela, que levará ao Festival uma homenagem à mulher e à Guitarra Portuguesa. Nessa mesma noite sobe também ao palco o grupo Fado Máfia. No dia 11 de julho, o último do festival, contará com a presença da Beatriz Felício, uma das futuras promessas da nova geração do Fado e a estreia da Valéria no Festival. Considerada por muitos uma das fadistas mais carismáticas da sua geração e promete marcar a história do fado. No dia 10 e 11 de julho, o Galp Fado Café recebe ainda a estreia absoluta de “Playback – Paião por Tigerman” no NOS Alive 2026. O espetáculo leva ao palco o universo musical criado por The Legendary Tigerman para “Playback – Um Filme Sobre Carlos Paião”, o biopic realizado por Sérgio Graciano, que estreia nos cinemas a 27 de agosto.Convidado por Sérgio Graciano a assumir a produção musical do filme, The Legendary Tigerman mergulhou no universo criativo de Carlos Paião para construir uma nova abordagem sonora às canções que marcaram gerações. A partir desse desafio, Paulo Furtado criou novos arranjos e sonoridades para os temas do artista, desenvolvendo uma identidade musical contemporânea para o filme.Assim nasce “Playback – Paião por Tigerman”, banda responsável pela banda sonora do filme e que se estreia na 18.ª edição do NOS Alive. Em palco, Rafael Ferreira — protagonista do filme e intérprete de Carlos Paião — dá nova vida às canções do músico, numa viagem emocional e musical pela obra e legado de um dos artistas mais irreverentes e criativos da música portuguesa.Sobre este projeto, The Legendary Tigerman destaca a importância de Rafael Ferreira no processo criativo e a liberdade de revisitar o imaginário musical de Carlos Paião, explorando novas influências sonoras entre o pós-punk, os ambientes cinematográficos de Angelo Badalamenti e Ennio Morricone, e sonoridades synth lo-fi, mantendo intacta a essência artística do músico português.Em palco, The Legendary Tigerman estará acompanhado por Mike Ghost, Sara Badalo e João Cabrita. O Palco Comédia, nesta 18.ª edição do NOS Alive, recebe um elenco de luxo, com grandes humoristas e novos talentos que prometem arrancar as maiores gargalhadas ao público presente como tem vindo a ser hábito neste palco único no panorama nacional. O dia 9 de julho conta com a presença de Curto e Grosso (Eduardo Madeira e Jel), Beatriz Gosta, Vasco Pereira Coutinho, Bolinha Nunes, Rui Mirama, Rui Baptista, João Nuno Gonçalo e Na Wall convida Francisco Reis e Rafael Jesus, com o host João Maria. No segundo dia de festival, a 10 de julho, sobem ao palco Gilmário

NOS ALIVE’26 – 09, 10 & 11 JULHO

O NOS Alive é já uma das paragens obrigatórias no circuito europeu dos festivais de música. Desde 2007 que traz os melhores nomes da música internacional, juntando-os ao que melhor se faz a nível nacional no mesmo espaço: o Passeio Marítimo de Algés. Desde 2022 que é considerado o festival de música com maior reputação, ganhando cada vez mais destaque em vários meios nacionais e internacionais. Foi palco de concertos memoráveis de bandas como os Pearl Jam, Arctic Monkeys, Dua Lipa, Arcade Fire, Olivia Rodrigo, The Smashing Pumpkins, Da Weasel, Coldplay, Imagine Dragons, Red Hot Chili Peppers, Jorge Palma, Grace Jones, Metallica, The Weeknd, Stromae, Jorja Smith, Rage Against The Machine, Radiohead, Florence + the Machine, Green Day, Neil Young ou Bob Dylan. O NOS Alive regressa à sua casa de sempre, nos dias 9, 10 e 11 de julho de 2026, elevando ainda mais a fasquia no cartaz e estruturas na receção do melhor público.

EROS RAMAZZOTTI – UM ARTISTA DO PÚBLICO!

Na quarta passagem do cantor italiano por Portugal ficou a certeza de que esteé um dos maiores nomes da música internacional da sua geração. Após quase 30 anos sem pisar solo português (após os míticos concertos no Estádio doRestelo em 1994 e 1996), Eros Ramazzotti regressou em 2023 para duas datas noPavilhão Atlântico. No fim, prometeu que voltaria em breve. E assim cumpriu. Perante um Pavilhão Atlântico bastante bem composto – embora ainda um poucolonge de esgotar, a subida ao palco do italiano ao som de ‘Taxi Story’ deixou logoevidente dois factos. Primeiro, os anos parecem não passar por Ramazzotti quemantém o seu ar e espírito joviais. E, depois, que os fãs da fila dianteira não queriamestar sentados. O mote deste concerto foi o seu novo trabalho, ‘Una Storia Importante’, LP quecelebra os 40 anos de carreira do artista, deambulando entre novos registos eregravações de temas antigos. Deste novo álbum ouviram-se apenas duas canções,‘Adesso Tu’ e o próprio tema-título. Ambas as faixas são responsáveis pelo sucesso quehoje lhe é reconhecido visto que foi através de ambas que Eros se destacou no jálongínquo Festival de Sanremo (em 1985 e em 1986). As duas horas de concerto acabaram por ser, de facto, uma viagem por quatro décadasligados à música, havendo tempo e espaço para falar de amor, desamor, guerra e paz.Mas não só. Houve tanto ou mais tempo para a banda que o acompanha mostrar todoo seu talento, em momentos escolhidos a dedo pelo próprio. Zoe Ranno deu umaprofundidade celestial a ‘I Belong To You’, Monica Hill interpretou brilhantemente‘Piu’Che Puoi’, Sara Deop mostrou todo o seu talento em ‘La Luce Buona Delle Stelle’,não esquecendo os fantásticos solos de saxofone de Marco Scipione e de guitarra deGiorgio Secco e Antonio Cirigliano (fora os do próprio Eros em ‘Stella Gemella’ e ‘SeBastasse’). Tudo suportado por (um carismático) Brian Frasier Moore na bateria,Ramón Montagner nas percussões, Alessandro Lopane nas guitarras e vocais de apoio,Paolo Costa no baixo, Christian Rigano nos teclados e Luca Scarpa no piano e direcçãomusical. No fundo, a missão de Eros Ramazzoti é simples: ser uma mais-valia paraquem o rodeia, seja quem trabalha com ele, seja público. O último facto talvez explique o inusitado que aconteceu já na recta final do concerto.Os assistentes de sala do pavilhão tinham instruções claras de que o espectáculo eracom lugares sentados e que, quem tentasse juntar-se junto ao palco, devia serreconduzido ao seu lugar – com excepção para a já citada fila dianteira. Após umadessas tentativas, Eros fez um mero sinal e o seu segurança pessoal saiu de junto doartista, dirigindo a uma das assistentes de sala pedindo para que tal reconduçãoparasse e que a aproximação do público junto do palco fosse permitida sem restrições.O que se viu a partir daí foi mágico: uma incontável troca de sorrisos, fotos,cumprimentos e todos os pedidos de palheta a serem atendidos pelo artista(literalmente todos). Eros Ramazzoti provou-comprovou ser um artista do público. À chegada do tema-maior da noite, ‘Più Bella Cosa’, não havia uma única almasentada. Havia, sim, cerca de doze mil almas completas e felizes com o que tinhampresenciado. Poderia haver melhor maneira para encerrar a digressão europeia de ‘Una StoriaImportante’? ALINHAMENTO TAXI STORY QUANTO AMORE SEI UN CUORE CON LE ALI UN’ EMOZIONE PER SEMPRE I BELONG TO YOU STELLA GEMELA ADESSO TU UNA STORIA IMPORTANTE PIU’CHE PUOI DOVE C’E’ MUSICA LA LUCE BUONA DELLE STELLE SE BASTASSE MUSICA E’ UN’ALTRA TE UN ATTIMO DI PACE TERRA PROMESSA FUOCO NEL FUOCO COSE DELLA VITA  UN ANGELO DISTESO AL SOLE (solo) PIÙ BELLA COSA