NOS ALIVE’26 – 09, 10 & 11 JULHO

O NOS Alive é já uma das paragens obrigatórias no circuito europeu dos festivais de música. Desde 2007 que traz os melhores nomes da música internacional, juntando-os ao que melhor se faz a nível nacional no mesmo espaço: o Passeio Marítimo de Algés. Desde 2022 que é considerado o festival de música com maior reputação, ganhando cada vez mais destaque em vários meios nacionais e internacionais. Foi palco de concertos memoráveis de bandas como os Pearl Jam, Arctic Monkeys, Dua Lipa, Arcade Fire, Olivia Rodrigo, The Smashing Pumpkins, Da Weasel, Coldplay, Imagine Dragons, Red Hot Chili Peppers, Jorge Palma, Grace Jones, Metallica, The Weeknd, Stromae, Jorja Smith, Rage Against The Machine, Radiohead, Florence + the Machine, Green Day, Neil Young ou Bob Dylan. O NOS Alive regressa à sua casa de sempre, nos dias 9, 10 e 11 de julho de 2026, elevando ainda mais a fasquia no cartaz e estruturas na receção do melhor público.
XVII NOS Alive – DIA III

Queremos Ser Adolescentes Para Sempre Dez anos depois os Muse aterraram no NOS Alive à última da hora para salvar oterceiro dia e a própria edição do festival. “Liquen” O terceiro e último dia de XVII NOS Alive começou com CMAT no palco principal. Ameio do concerto, a artista irlandesa aproveitou para apresentar ‘Running/Planning’,‘Take a Sexy Picture of Me’ e ‘The Jamie Oliver Petrol Station’, temas que irão constarno seu terceiro álbum de originais, “EURO-COUNTRY”. Galeria Completa “Dead Poet Society” aqui: Apesar do público estar ainda algo disperso, o two-step pedido pela artista em ‘I Wanna Be A Cowboy, Baby!’. Para fechar a apresentação, houve ‘Stay For Something’ com CMAT a juntar-se literalmenteao público e, numa loucura total, cantou os últimos refrões no meio e com a multidão. Momentos para mais tarde recordar pelos presentes! Galeria Completa “Cmat” aqui: Já no palco Heineken, os Bright Eyes não deixaram assim tantos momentos para maistarde recordar. Talvez o terem estado 30 anos para vir a Portugal tenha a justificaçãono concerto que apresentaram. Se foi mau? Não. Mas foi só isso. Um concertoinsípido, sem qualquer ponto de destaque. Galeria Completa “Bright Eyes” aqui: De volta ao palco principal, os Jet regressaram a Portugal e ao festival depois de umhiato de 15 anos. Com o rock pujante e orelhudo com que habituaram os seusouvintes, a banda australiana não deixou para o fim ‘Are You Gonna Be My Girl’, o seutema-maior que já leva 22 anos de existência. Entre os presentes, fizeram-se contas ehouve um desejo de se querer ser adolescente para sempre. Desejo esse que voltariano final da noite. Galeria Completa “Muse” aqui: Antes disso, os Muse voltaram, também 15 anos depois, ao NOS Alive. Tal como noconcerto anteriormente dado em Portugal, desta feita a banda também veio emsubstituição de outro artista. Se em 2022 os Muse substituíram os Foo Fighters noRock in Rio, desta feita os substituídos foram os King Of Lion. Galeria Completa “Amyl And The Sniffers” aqui: Com Christopher Wolstenholme a vestir a camisola da selecção nacional com o nome enúmero de Diogo Jota, Portugal recebeu a banda norte-americana como poucos paísessabem receber. Como prova de tal lealdade, a base de fãs portuguesa praticamentelotou o Passeio Marítimo de Algés, algo que seria quase impensável com os King OfLion. Sem chuva como aquando da passagem pelo Rock in Rio em 2022 e com maissimpatia-empatia pelo público, o alinhamento de 22 músicas não trouxe surpresas atéporque, para todos os efeitos, esta acabou por ser a última data da tournée europeiada banda. Apesar disso, Matt Bellamy está com uns quantos tiques de diva oriundos da suamudança para os EUA em 2010. Ainda assim, ‘Starlight’ continua a ser um dos grandetemas rock feito no novo século. No palco secundário, a dificuldade no concerto de Foster The People foi arranjar umespaço para ver o concerto. O ambiente criado no palco Heineken fez lembrar asactuações dos Parcels onde, por mais quê se aumente a capacidade do recintoadjacente ao palco, fica sempre alguém de fora. A banda norte-americana aproveitouo seu regresso a Portugal para apresentar parte daquele que é o seu IV e mais recentetrabalho de originais – “Paradise State Of Mind” (2024). No entanto, o melhor estavareservado para o fim. ‘Pumped Up Kicks’ foi cantado em uníssono entre a banda e umpúblico que ali voltou a ser adolescente. E que, por músicas como esta, o quer ser parasempre. Galeria Completa “Foster The People” aqui: No fechar de hostilidades do palco principal, Nine Inch Nails desfilaram os seusmelhores temas de quase quatro décadas de estrada, num alinhamento cujos últimostrês trabalhos de estúdios em nenhum tema foram contemplados. Tal como napassagem pelo festival em 2018, ‘Head Like A Hole’ e ‘Hurt’ fecharam o concerto comuma energia muito similar àquela que se encontra num concerto de Foo Fighters. No fecho do palco Heineken, os Future Islands criaram um ambiente interessantecomo os antecessores Foster The People. Mas com um menor entusiasmo! Tal comoos Nine Inch Nails, foi um bom regresso a Portugal oito anos depois. Para o fim de festa, estavam reservados os Franc Moody. Na primeira vez enquantotrio, a banda viu Jon Moody ingressar no baixo (também) pela primeira vez. A bandainglesa tocou três temas do seu novo trabalho de originais – “Chewing The Fat”perante uma audiência com um número muito razoável de pessoas – especialmentetendo em linha de conta que o concerto decorreu às 03h00 da manhã. Uma boamaneira de encerrar o palco Heineken e o festival. Fica o desejo de voltar em 2026 e o agradecimento da Imagem do Som à organização(e em especial à Johana Bond) por sermos sempre recebidos e tratados no NOS Alivecom carinho, dignidade e respeito. Bem-haja! Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
XVII NOS Alive – Dia II

Um Estranho Dia No Passeio Marítimo de Algés Depois de um primeiro dia onde a deslocação no recinto era difícil de tão lotado queeste estava, o segundo dia foi um absoluto e estranho inverso. Galeria Completa “Alta Avenue” aqui: O dia no palco principal começou com uma girl In Red que até no público mergulhou.De seguida, Thye Wombats subiram a esse mesmo palco. À entrada, pediram desculpapor não ser Sam Fender – de recordar que o artista britânico teve que cancelar oconcerto à última da hora por problemas nas cordas vocais. Galeria Completa “Mother Mother” aqui: Com dois LP’s lançados nos últimos anos, de “Oh! The Ocean” (2025) ouviu-se logo otema de abertura, ‘Sorry I’m Late, I Didn’t Want to Come’. De “Fix Yourself, Not theWorld” (2022) começou-se por ouvir ‘Ready For The High’, tema onde a bandabritânica viu o palco invadido pelo… próprio tour manager… fingindo tocar trompete…vestido de wombat! Galeria Completa “Girl In Red” aqui: A acapela ‘Tales of Girls, Boys and Marsupials’ deu início à segunda parte do concertoque teve direito… a duas músicas sobre limões – ‘Pink Lemonade’ e ‘Lemon to a KnifeFight’. A despedida fez ao som de ‘Let’s Dance to Joy Division’, single do primeiroálbum da banda, na promessa de não demorarem 12 anos a voltarem a Portugal. Galeria Completa “The Wombats” aqui: Já com a noite posta, Justice subiu ao palco principal. Foi um bom DJ set, com boa luz,mas com os sons graves demasiado altos. Ainda assim, o principal problema foi outro:a gritante ausência de público. Foi, provavelmente, o concerto com menor audiênciade sempre no palco principal do Alive. Galeria Completa “The Backseat Lovers” aqui: De seguida, Anyma tomou as rédeas do palco NOS. O jogo-espectáculo de luzes que oítalo-americano trouxe para o Passeio Marítimo de Algés foi de cortar a respiração.Mas, após uma hora set começou a haver dispersão no pouco público presente – nãose contaram mais de 17 mil pessoas no recinto ao longo do dia. Pode um DJ ser ocabeça-de-cartaz de um festival? Um DJ trabalha, remistura e transita música outroracriada. Música essa que o NOS Alive sempre ajudou a repercutir e a gerar mais música.Tal deve ser motivo de reflexão. Galeria Completa “The Teskey Brothers” aqui: Para fechar a noite St. Vincent assumiu as devidas responsabilidades no palcoHeineken. Num alinhamento maioritariamente composto por temas do seu VII e maisrecente trabalho de originais – “All Born Screaming” (2024), apenas o primeirotrabalho da artista (“Marry Me”, 2007) não teve temas no alinhamento num concertocheio de energia e sedução. Depois de mergulhar no público, a artista ofereceu temporariamente a sua guitarraeléctrica em ‘All Born Screaming’, tema com que fechou uma actuação arrepiante. St.Vincent é, sem sombra de dúvidas, uma Deusa dos espectáculos ao vivo actualmente. Galeria Completa “Finneas” aqui: DJ Sammy Virji no palco Heineken e DJ Boring no palco WTF entregaram sets nadaaborrecidos na hora de deixar um estranho dia no Passeio Marítimo de Algés. Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
XVII NOS Alive – Dia I

Olivia Rodrigo É Um Seguro de Vida ao Rock! O primeiro dia de XVII ficou marcado pela prova-viva de que as guitarras com distorçãocontinuam a merecer a confiança de quem se desloca a um recinto para ouvir música. Galeria Completa “Green Leather” aqui: A XVII edição do NOS Alive começou com o ponto negativo de ser a primeira ediçãosem nenhum nome português a figurar no palco principal. Não obstante de 71 dos 112artistas presentes em todo o cartaz serem portugueses. Galeria Completa “Bad Nerves” aqui: Depois de Mark Ambor estrear o palco principal, coube a Benson Boone testar pelaprimeira vez as vozes de um recinto desde cedo lotado para assistir à jovem prodígioOlivia Rodrigo. Em ‘Mr Electric Blue’ o artista norte-americano lembrou que haviaacabado de lançar disco novo – “American Heart”. Desse novo trabalho consta‘Mystical Magical’, cantada logo de seguida. O refrão desse tema melodicamente éigualzinho a ‘Physical’ da Olivia Newton-John, de 1981 – oxalá tenha creditado afalecida cantora, ao menos. Galeria Completa “Mark Ambor” aqui: Para animar as hostilidades, Benson Boone protagonizou, ainda, um momento àFreddie Mercury. Bom, não precisava. O corte do seu bigode é igual à do malogradovocalista dos The Queen. Em ‘In The Stars’, o cantor pediu para as pessoas arrumaremo telemóvel na música feita sobre a morte da sua avó. Mas foi quando as pessoas maispegaram nele. Numa voz igual à de Damiano David, com algumas expressões de Ed Sheeran,‘Beautiful Things’ encerrou o concerto de um Benson Boone cuja identidade própriaainda está em construção. Entre o cantar no mar de gente que surpreendentemente oesperava e mortais na hora de deixar o piano de lado, o norte-americano deixou tudoem palco. E até fora dele – à saída parou para assinar o vinil do fã. Galeria Completa “Benson Boone” aqui: No palco Heineken, Barry Can’t Swim presenteou os festivaleiroS com um DJconstituído por uma parte cénica interessante-cativante. “Barry Can´t Swim” De volta ao palco principal, Noah Kahan mostrou ser um erro de casting. Com um palcoprincipal imensamente despido, a energia deixada por Benson Boon dispersou-se,numa clara certeza que Noah Kahan poderia ter o concerto perfeito… mas para o palcoHeineken. Um pouco à semelhança do que sucedeu com Benjamin Clementine naedição transacta. Galeria Completa ” Noah Kahan” aqui: Pelo palco WTF, Iolanda Costa desfilou o seu vestido de noiva, a sua ambição de selarmatrimónio com a sua namorada e todo o seu talento. Carolina Deslandes subiu apalco para cantar com a vencedora do Festival da Canção de 2024 ‘Tento na Língua’numa hora ingrata. Isto porque quase todo o recinto já se posicionava para ver e ouvirOlivia Rodrigo. Ainda assim, Iolanda deixou tudo em palco num concerto interessante,pese embora falte algo à artista portuguesa. Talvez mais palco. “Iolanda” Depois de ter sido cabeça-de-cartaz em Glastonbury, Olivia Rodrigo aterrou no PasseioMarítimo de Algés com um espectáculo bastante bem oleado – à semelhança do queaconteceu com Dua Lipa o ano passado. O público que lotava o recinto mostrou-seimensamente conhecedor de uma obra da jovem artista de 21 anos eu, directa ouindirectamente, vai buscar muitos traços à era “1989” de Taylor Swift. A sua experiência enquanto estrela da Disney faz com que o concerto de Olivia Rodrigose faça, também, muito do contacto visual. Em 90 minutos de espectáculo a norteamericana tocou guitarra eléctrica, guitarra acústica e piano não com confiança mastambém com felicidade. Afinal de contas, todas as músicas lançadas pela artista são dasua própria autoria como também estar em palco sempre foi o seu sonho. Vai ser interessante ver a evolução da poética de Olivia Rodrigo visto que a mesmaestá ainda muito segmentada à sua fase de adolescente. Até ver, a artista é um segurode vida (saudável) ao rock! Com uma t-shirt com versos daquilo que será um dos temas do seu terceiro álbum deoriginais, Olivia Rodrigo despediu-se do público português com ‘all-american bitch’ –cujo refrão é igual a ‘Star All Over’ de Miley Cyrus, ‘good 4 you’ e ‘get him back’, paraimensa satisfação dos presentes. Galeria Completa “Glass Animals” aqui: Para o fim de festa, Nathy Peluso subiu ao palco Heineken. A argentina entregou umespectáculo absolutamente divinal, cujo ponto negativo foi mesmo o pouco públicoque sobrou para testemunhar tal obra-de-arte. Galeria Completa “Parov Stelar” aqui: Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
Muse substituem Kings of Leon no festival NOS Alive 2025

A organização do NOS Alive informou ontem que por lesão grave do seu vocalista e guitarrista Caleb Followill, os Kings Of Leon estão impossibilitados de actuar na edição deste ano do festival. Em sua substituição foi anunciado que serão os Muse a ocupar o lugar vago no ultimo dia do festival.