XVIII NOS Alive – Dia III!

O último dia de XVIII NOS Alive começou com uma gigantesca e precoce audiência queviu as amigas Florence Road mostrarem porque são apontadas pelos meiosespecialistas internacionais como o futuro risonho da música. A vocalista Lily Aron expressou o desejo de voltarem no futuro, no palco principal. Paraquem viu o concerto, ficou a certeza que tal será uma questão de tempo. Teddy Swims, juntamente com o seu octeto e demais adereços cénicos deram umconcerto de bastante qualidade, foram os primeiros a esse mesmo palco principal noúltimo dia. O público demasiado disperso prejudicou a actuação. E só mesmo orepescar dos icónico-intemporais sintetizadores de ‘Jump’ (de van Halen) despertou oPasseio Marítimo de Algés para o artista norte-americano extraordinariamente bemsucedido radiofonicamente a nível mundial. Mas até que ponto isso significa aspessoas estarem dispostas a verem um concerto deste? Minutos depois, o início de concerto de Lorde foi estranho. A cantora australianacomeçou a sua apresentação com ‘Royals’, meio que a “despachar”, para depois andarà “luta” com a sua t-shirt. Prestes a fazer 30 anos e apresentando praticamente natotalidade o seu quarto trabalho de estúdio, “Virgin”, o concerto de Lorde foi uma lutaconsigo própria para tentar ser mais que a miúda de ‘Royals’. Ainda não o é. Mas estánum bom caminho para o ser. O conceito de espectáculo esteve totalmente presentenaquilo que Lorde, os seus dois bailarinos e os seus quatro músicos apresentaram. Derealçar a sequência final A sequência final ‘Girl, so confusing’ (que apesar de ter sido lançada por Charli xcx éescrita por si) e ‘Green Light’ foi arrebatadora. No entanto, em termos de espectáculo, nesta edição nada bateu a britânica FlorenceWelch com a sua carismática banda The Machine. Com um alinhamento renovado paraos concertos de Verão, a quase quadragenária conseguiu reunir uma unanimidadeconsenso que o Passeio Marítimo de Algés raras vezes conheceu (a última das vezesfora com Dua Lipa em 2024). A sua terceira passagem pelo festival reuniu não só os êxitos (já) inter-geracionais de“Lungs” e “Cerimonials” – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’ (o seu famoso cover de) ‘You GotThe Love’, ‘Dog Days Are Over’ – como também temas do seu novo trabalho,“Everybody Scream”. Sem sequer precisar de um grande jogo de luzes ou de milvestimentas para lá do seu famoso vestido boudoir vermelho. A habilidade de fazermúsicas profundas com refrões facilmente cantáveis é um dom que lhe é quase único. Para terminar em grande, os Buraka Som Sistema mostraram no Palco NOS que as suasmúsicas não têm necessariamente que ficar presas-esquecidas no passado e que têmum lugar de destaque-relevo no presente. Um pouco à semelhança do que aconteceracom Da Weasel no mesmo palco em 2022. Foi delicioso ver temas como ‘Kalemba(Wegue Wegue)’ a serem recebidos com amor e passos sentidos de dança por todauma geração que nem sequer era nascida quando o tema foi lançado. Fechando as portas da edição XVIII, os Zimmer90 deram um concerto bastanterespeitável no Palco Heineken enquanto o set de fecho do WTF (com algumasmensagens políticas pelo meio) ficou a cargo de Modeselektor. Por último mas não menos importante: falar do NOS Alive a atingir a ‘maioridade’ étambém falar de uma série de pessoas essenciais para que o festival aconteça (comsucesso). Profissionais cuja função se desenrola atrás do pano ou no momento em queeste cai. Desde a Johanna Bond na produção, passando pelo Sebastião Góis no vídeo,pela Raquel Vitória nas redes sociais e até a todo o pessoal (quase) anónimo nalimpeza e segurança, fica aqui o merecido reconhecimento e agradecimento. A culturaportuguesa enriquece substancialmente através da dedicação destes profissionais. Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
XVIII NOS Alive – Dia II!

O segundo dia de XVIII NOS Alive proporcionou, em plena luz do dia, um pleno recitalde talento feminino. A começar, os Call Me, vencedores do Oeiras Band Sessions, fizeram a audiênciacrescente abanar o capacete entre a feliz reconstrução de ‘Back On Black’ (de AmyWinehouse) e temas de alta qualidade do seu primeiro EP, “Hold The Line”. De notarrealçar a presença em palco e capacidade vocal da vocalista, Ava. De seguida, as mexicanas The Warning fizeram o Passeio Marítimo de Algésestremecer com o seu rock pujante e orelhudo. Ninguém ficou indiferente ao que foiapresentado em palco, nem mesmo aos temas que irão constar no seu primeiro LPtotalmente em inglês, “Everything’s Falling” Na outra ponta do recinto, Picas apresentou no Palco Coreto o seu primeiro LP,“Vendavais” junto da sua imensamente talentosa banda. Com Alex Mey na bateria,Christian Tavares na guitarra e Zé Ganchinho no baixo, a cantora teve perante si amaior plateia do Palco Coreto nesta edição. E fez tudo menos desapontar. Com a fasquia elevada, os Wolf Alice ficaram encarregues de fazer a transição do diapara a noite, numa acção que o público recebeu de forma q.b. Apesar da vocalista efundadora da banda Ellie Rowsell ter feito tudo o que podia para puxar pela audiência,a verdade é que o público estava ali para ver rock n’roll puro e não o melhor da popbritânica. De regresso a Portugal e ao NOS Alive onde não vinham desde 2017, o primeiro acordedos Foo Fighters e a reacção louca do público explicou muito. Não só porque é que abanda prossegue após a morte de Taylor Hawkins mas também o porquê deste dia teresgotado tão rápida e facilmente. David Grohl é o eterno jovem rebelde que tem em sia missão de ser o guardião do bom e velho rock’n’roll nos tempos modernos. Num autêntico desfilar de êxitos onde não faltou ‘All My Life’, ‘The Pretender’, ‘TimesLike These’ e ‘My Hero’, houve ainda tempo e espaço para cada elemento da bandamostrar as suas raízes musicais. O que proporcionou um sempre saudoso – emboratemporário – regresso de Grohl à bateria. Com ‘Best Of You’ e ‘Everlong’ os FooFighters terminaram da melhor maneira a sua tour europeia “Take Cover”. De lamentar, no entanto, os 10 minutos que uma pessoa esteve para ser assistidajunto ao FOH a meio do concerto. Uma situação pontual mas grave que a organizaçãodeve rever e melhorar no futuro para o bem e segurança de todos os que frequentamo recinto. No início do fim da noite, Zara Larsson deambulou entre o aborrecido, o erótico e, porvezes, o espectacular na sua apresentação no Palco Heineken. Se é verdade que temuma voz que seria capaz de a fazer pisar qualquer palco, também é verdade que a suapassagem pelo XVIII NOS Alive respondeu ao porquê disso não acontecer. De realçar apositiva interacção com os fãs que culminou com a subida de Afonso a palco paradançar com a sua ídolo no final de ‘Lush Life’. Para fechar a noite, SBTRKT aproveitou ao máximo a potencialidade-diversidade visualque o Palco WTF oferece para explorar os seus ganchos e groove de maior relevânciano seu set. Texto de Diogo Santos Fotografias de Jorge Pereira.
XVIII NOS Alive – Dia I!

Os The Royston Club deram o tiro de partida no Palco NOS para a celebração dachegada a adulto do festival que viu, desde o primeiro dia, no Passeio Marítimo deAlgés, parte essencial da sua identidade. A banda britânica deu um concerto bastanteinteressante, apesar da fraca assistência. Já os A Perfect Cicle tiveram maior audiência mas, provavelmente, por pura esimplesmente a hora de Nick Cave & Bad Seeds estar a aproximar-se. Foi umaquecimento desadequado. O rock pesado da banda contrastou demasiado com ocabeça-de-cartaz deste Dia I. Apesar do imenso e intenso vento e de ser o único dia sem lotar (e um pouco longedisso), a actuação de Nick Cave & The Bad Seeds apaziguou, de vez, a relação destecom os lisboetas que ele ‘recusara’ visitar durante 20 anos, preferindo sempre opúblico do norte. The Bad Seeds são uma banda excepcional e sem a qual Nick Cavenão teria a carreira que tem, um pouco à semelhança de Bruce Springsteen. Noentanto, é na versão simplista de Nick Cave ao piano em ‘Into My Arms’ que esteencontra(rá) a sua eternidade músico-cultural. O coro uníssono criadoinstantaneamente no Passeio Marítimo de Algés foi (só mais) uma prova disso. A introspecção prosseguiu no Palco Galp Fado Café, com Diana Vilarinho. Mas destafeita com um toque de modernismo que faz bater o pé fazendo jus ao novo LP dafadista, “Uma Carta Escrita”. A voz potente e deslumbrante da fadista pintou-lembrou‘Cotovia’ como a melhor canção deste século feita para o RTP – Festival da Canção. A animação prosseguiu em altas com os Twenty One Pilots que entre fumo, fogo epirotecnia desfilaram os temas mais conhecidos do seu aclamado álbum “Blurryface”.Escalar palcos e FOH começa a tornar-se num hábito e feliz resposta a artistas “damoda”. Depois de Ricky Wilson (vocalista dos Kaiser Chiefs) no XI Rock in Rio Lisboa, foio baterista Josh Dun a escalar o Palco NOS para tocar numa bateria colocada no topopara o efeito para… ‘Drum Show’. Já perto do fim, o segurança de palco Rui subiu ao palco para um dueto no mínimo…caricato! ‘Seven Nation Army’ (dos The White Stripes), música estreada mundialmentepelos ZigZag Warriors no antigo Lux e instantaneamente odiada por quem lá estava,fez as delícias do público que estava tudo menos ‘Stressed Out’ pois o presente é tãobom ou melhor que o passado. Os mexicanos Midnight Generation encerraram o primeiro dia comprovando a ideiaanterior, tirando máximo partido das possibilidades visuais que o Palco WTF oferece,nomeadamente a nível de luzes. Texto de Diogo Santos Fotos de Jorge Pereira/Imagem do Som
NOS ALIVE 2026 começa amanhã

Decorreu hoje no recinto do Passeio Maritimo de Algés a habitual apresentação á imprensa do festival. Com a presença de Alvaro Covões e Isaltino Morais, a organização deu a conhecer aos jornalistas os diversos palcos, com destaque para o Palco Literário uma das novidades este ano. O evento abre as portas ao publico amanhã ás 15 horas e dura até ao próximo sabado. Fotos: Jorge Pereira/Imagem do Som
NOS ALIVE’26 REGRESSA NOS DIAS 9, 10 E 11 DE JULHO

É já nos dias 9, 10 e 11 de julho que o NOS Alive 2026 regressa ao Passeio Marítimo de Algés para celebrar a 18.ª edição. Numa edição repleta de grandes nomes da música mundial, e a pouco mais de 50 dias do seu início, o cartaz do NOS Alive’26 conta já com nomes como Foo Fighters, Nick Cave & The Bad Seeds, Twenty One Pilots, Florence + The Machine, Buraka Som Sistema, Lorde, Teddy Swims e entre muitos outros. Os dias 10 e 11 de julho encontram-se esgotados, restando ainda bilhetes disponíveis para o primeiro dia do Festival, 9 de julho. Nesta edição, o rock assume um papel de destaque nos vários palcos do festival, sem nunca deixar de lado a diversidade musical que caracteriza o NOS Alive. Do pop de Zara Larsson e Alessi Rose ao indie de Matt Berninger e The Royston Club, passando pelo soul e R&B de Don West e pela eletrónica de Xinobi, Polo & Pan e TOMORA, o festival promete três dias de concertos memoráveis e experiências únicas.2026 marca ainda o aguardado regresso dos Buraka Som Sistema aos palcos. Dez anos depois, a icónica banda portuguesa volta a reunir-se para um espetáculo exclusivo e único.Os fãs de música e do festival encontram, assim, muitas e boas razões para regressarem ao Passeio Marítimo de Algés, às 11 horas de música e espetáculos contínuos num NOS Alive que continua a afirmar-se como um dos melhores festivais da Europa, onde se vive a música, a emoção e a magia com o Melhor Cartaz, Sempre! Este ano, o NOS Alive volta a associar-se ao programa GrassEUts, um programa que permite a novos talentos europeus pisarem os palcos de alguns dos grandes festivais da Europa Sziget (Hungria), NOS Alive (Portugal), EXIT Festival (Servia), e o Jazz Festival of Carthage (Tunísia). Os vencedores da edição de 2026 são: no dia 9 de julho apresentam-se WIRES, no Palco Heineken, e Maria Lui e Soudeni no Palco WTF Clubbing. Como já é tradição, a vencedora da edição de 2026 do Festival Termómetro, Rita Cortezão, atua no Palco Heineken no dia 11 de julho. Mais uma vez, o Palco Coreto conta com curadoria da Arruada, que aponta, tal como nas edições anteriores, para a música contemporânea portuguesa, incluindo diferentes géneros e subgéneros artísticos nos nomes escolhidos.No dia 9 de julho, o primeiro dia do festival, ao Palco Coreto sobe a banda Deixa Rolá, a electro-pop dos Neon Soho, os muito aplaudidos Duques do Precariado, o noise demolidor dos Hetta e a seleção musical muito especial da DJ Rita Maia.A 10 de julho, o espaço contempla a indie-pop de Picas, a abordagem diferenciada de Inês Sousa, bem como o registo entre eletrónica e a canção de Constança Quintero. No mesmo dia o palco recebe a viagem entre rock e a língua portuguesa dos Mutu e o DJ set de Ellis Ferrére.Para o encerramento do festival, no dia 11, o Coreto recebe as canções intemporais de Esteves Sem Metafísica, o violino em formato canção de Suzana Frances, Razy com abordagens neo-soul e jazz, o espaço sideral de Redoma e ainda a viagem eletrónica do DJ set de Sheri Vari. O palco Galp Fado Café um espaço dedicado à celebração e promoção da cultura portuguesa através de algumas das vozes mais marcantes do Fado. No dia 9 de julho, o Galp Fado Café recebe duas vozes das vozes mais marcantes da nova geração do fado: Diana Vilarinho, uma jovem cantora que tem vindo a destacar no panomara fadista, e Geadas, uma das vozes mais promissoras da nova geração fadista. A abrir a programação do dia estará a Orquestra Maré do Amanhã, projeto criado no complexo da Maré. Reconhecida como uma das mais relevantes iniciativas socioculturais do Brasil na democratização do acesso à educação musical, a orquestra conta com o apoio da Fundação Galp. No segundo dia de festival, dia 10 de julho, sobem a palco a fadista Ana Sofia Varela, que levará ao Festival uma homenagem à mulher e à Guitarra Portuguesa. Nessa mesma noite sobe também ao palco o grupo Fado Máfia. No dia 11 de julho, o último do festival, contará com a presença da Beatriz Felício, uma das futuras promessas da nova geração do Fado e a estreia da Valéria no Festival. Considerada por muitos uma das fadistas mais carismáticas da sua geração e promete marcar a história do fado. No dia 10 e 11 de julho, o Galp Fado Café recebe ainda a estreia absoluta de “Playback – Paião por Tigerman” no NOS Alive 2026. O espetáculo leva ao palco o universo musical criado por The Legendary Tigerman para “Playback – Um Filme Sobre Carlos Paião”, o biopic realizado por Sérgio Graciano, que estreia nos cinemas a 27 de agosto.Convidado por Sérgio Graciano a assumir a produção musical do filme, The Legendary Tigerman mergulhou no universo criativo de Carlos Paião para construir uma nova abordagem sonora às canções que marcaram gerações. A partir desse desafio, Paulo Furtado criou novos arranjos e sonoridades para os temas do artista, desenvolvendo uma identidade musical contemporânea para o filme.Assim nasce “Playback – Paião por Tigerman”, banda responsável pela banda sonora do filme e que se estreia na 18.ª edição do NOS Alive. Em palco, Rafael Ferreira — protagonista do filme e intérprete de Carlos Paião — dá nova vida às canções do músico, numa viagem emocional e musical pela obra e legado de um dos artistas mais irreverentes e criativos da música portuguesa.Sobre este projeto, The Legendary Tigerman destaca a importância de Rafael Ferreira no processo criativo e a liberdade de revisitar o imaginário musical de Carlos Paião, explorando novas influências sonoras entre o pós-punk, os ambientes cinematográficos de Angelo Badalamenti e Ennio Morricone, e sonoridades synth lo-fi, mantendo intacta a essência artística do músico português.Em palco, The Legendary Tigerman estará acompanhado por Mike Ghost, Sara Badalo e João Cabrita. O Palco Comédia, nesta 18.ª edição do NOS Alive, recebe um elenco de luxo, com grandes humoristas e novos talentos que prometem arrancar as maiores gargalhadas ao público presente como tem vindo a ser hábito neste palco único no panorama nacional. O dia 9 de julho conta com a presença de Curto e Grosso (Eduardo Madeira e Jel), Beatriz Gosta, Vasco Pereira Coutinho, Bolinha Nunes, Rui Mirama, Rui Baptista, João Nuno Gonçalo e Na Wall convida Francisco Reis e Rafael Jesus, com o host João Maria. No segundo dia de festival, a 10 de julho, sobem ao palco Gilmário
NOS ALIVE’26 – 09, 10 & 11 JULHO

O NOS Alive é já uma das paragens obrigatórias no circuito europeu dos festivais de música. Desde 2007 que traz os melhores nomes da música internacional, juntando-os ao que melhor se faz a nível nacional no mesmo espaço: o Passeio Marítimo de Algés. Desde 2022 que é considerado o festival de música com maior reputação, ganhando cada vez mais destaque em vários meios nacionais e internacionais. Foi palco de concertos memoráveis de bandas como os Pearl Jam, Arctic Monkeys, Dua Lipa, Arcade Fire, Olivia Rodrigo, The Smashing Pumpkins, Da Weasel, Coldplay, Imagine Dragons, Red Hot Chili Peppers, Jorge Palma, Grace Jones, Metallica, The Weeknd, Stromae, Jorja Smith, Rage Against The Machine, Radiohead, Florence + the Machine, Green Day, Neil Young ou Bob Dylan. O NOS Alive regressa à sua casa de sempre, nos dias 9, 10 e 11 de julho de 2026, elevando ainda mais a fasquia no cartaz e estruturas na receção do melhor público.
XVII NOS Alive – DIA III

Queremos Ser Adolescentes Para Sempre Dez anos depois os Muse aterraram no NOS Alive à última da hora para salvar oterceiro dia e a própria edição do festival. “Liquen” O terceiro e último dia de XVII NOS Alive começou com CMAT no palco principal. Ameio do concerto, a artista irlandesa aproveitou para apresentar ‘Running/Planning’,‘Take a Sexy Picture of Me’ e ‘The Jamie Oliver Petrol Station’, temas que irão constarno seu terceiro álbum de originais, “EURO-COUNTRY”. Galeria Completa “Dead Poet Society” aqui: Apesar do público estar ainda algo disperso, o two-step pedido pela artista em ‘I Wanna Be A Cowboy, Baby!’. Para fechar a apresentação, houve ‘Stay For Something’ com CMAT a juntar-se literalmenteao público e, numa loucura total, cantou os últimos refrões no meio e com a multidão. Momentos para mais tarde recordar pelos presentes! Galeria Completa “Cmat” aqui: Já no palco Heineken, os Bright Eyes não deixaram assim tantos momentos para maistarde recordar. Talvez o terem estado 30 anos para vir a Portugal tenha a justificaçãono concerto que apresentaram. Se foi mau? Não. Mas foi só isso. Um concertoinsípido, sem qualquer ponto de destaque. Galeria Completa “Bright Eyes” aqui: De volta ao palco principal, os Jet regressaram a Portugal e ao festival depois de umhiato de 15 anos. Com o rock pujante e orelhudo com que habituaram os seusouvintes, a banda australiana não deixou para o fim ‘Are You Gonna Be My Girl’, o seutema-maior que já leva 22 anos de existência. Entre os presentes, fizeram-se contas ehouve um desejo de se querer ser adolescente para sempre. Desejo esse que voltariano final da noite. Galeria Completa “Muse” aqui: Antes disso, os Muse voltaram, também 15 anos depois, ao NOS Alive. Tal como noconcerto anteriormente dado em Portugal, desta feita a banda também veio emsubstituição de outro artista. Se em 2022 os Muse substituíram os Foo Fighters noRock in Rio, desta feita os substituídos foram os King Of Lion. Galeria Completa “Amyl And The Sniffers” aqui: Com Christopher Wolstenholme a vestir a camisola da selecção nacional com o nome enúmero de Diogo Jota, Portugal recebeu a banda norte-americana como poucos paísessabem receber. Como prova de tal lealdade, a base de fãs portuguesa praticamentelotou o Passeio Marítimo de Algés, algo que seria quase impensável com os King OfLion. Sem chuva como aquando da passagem pelo Rock in Rio em 2022 e com maissimpatia-empatia pelo público, o alinhamento de 22 músicas não trouxe surpresas atéporque, para todos os efeitos, esta acabou por ser a última data da tournée europeiada banda. Apesar disso, Matt Bellamy está com uns quantos tiques de diva oriundos da suamudança para os EUA em 2010. Ainda assim, ‘Starlight’ continua a ser um dos grandetemas rock feito no novo século. No palco secundário, a dificuldade no concerto de Foster The People foi arranjar umespaço para ver o concerto. O ambiente criado no palco Heineken fez lembrar asactuações dos Parcels onde, por mais quê se aumente a capacidade do recintoadjacente ao palco, fica sempre alguém de fora. A banda norte-americana aproveitouo seu regresso a Portugal para apresentar parte daquele que é o seu IV e mais recentetrabalho de originais – “Paradise State Of Mind” (2024). No entanto, o melhor estavareservado para o fim. ‘Pumped Up Kicks’ foi cantado em uníssono entre a banda e umpúblico que ali voltou a ser adolescente. E que, por músicas como esta, o quer ser parasempre. Galeria Completa “Foster The People” aqui: No fechar de hostilidades do palco principal, Nine Inch Nails desfilaram os seusmelhores temas de quase quatro décadas de estrada, num alinhamento cujos últimostrês trabalhos de estúdios em nenhum tema foram contemplados. Tal como napassagem pelo festival em 2018, ‘Head Like A Hole’ e ‘Hurt’ fecharam o concerto comuma energia muito similar àquela que se encontra num concerto de Foo Fighters. No fecho do palco Heineken, os Future Islands criaram um ambiente interessantecomo os antecessores Foster The People. Mas com um menor entusiasmo! Tal comoos Nine Inch Nails, foi um bom regresso a Portugal oito anos depois. Para o fim de festa, estavam reservados os Franc Moody. Na primeira vez enquantotrio, a banda viu Jon Moody ingressar no baixo (também) pela primeira vez. A bandainglesa tocou três temas do seu novo trabalho de originais – “Chewing The Fat”perante uma audiência com um número muito razoável de pessoas – especialmentetendo em linha de conta que o concerto decorreu às 03h00 da manhã. Uma boamaneira de encerrar o palco Heineken e o festival. Fica o desejo de voltar em 2026 e o agradecimento da Imagem do Som à organização(e em especial à Johana Bond) por sermos sempre recebidos e tratados no NOS Alivecom carinho, dignidade e respeito. Bem-haja! Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
XVII NOS Alive – Dia II

Um Estranho Dia No Passeio Marítimo de Algés Depois de um primeiro dia onde a deslocação no recinto era difícil de tão lotado queeste estava, o segundo dia foi um absoluto e estranho inverso. Galeria Completa “Alta Avenue” aqui: O dia no palco principal começou com uma girl In Red que até no público mergulhou.De seguida, Thye Wombats subiram a esse mesmo palco. À entrada, pediram desculpapor não ser Sam Fender – de recordar que o artista britânico teve que cancelar oconcerto à última da hora por problemas nas cordas vocais. Galeria Completa “Mother Mother” aqui: Com dois LP’s lançados nos últimos anos, de “Oh! The Ocean” (2025) ouviu-se logo otema de abertura, ‘Sorry I’m Late, I Didn’t Want to Come’. De “Fix Yourself, Not theWorld” (2022) começou-se por ouvir ‘Ready For The High’, tema onde a bandabritânica viu o palco invadido pelo… próprio tour manager… fingindo tocar trompete…vestido de wombat! Galeria Completa “Girl In Red” aqui: A acapela ‘Tales of Girls, Boys and Marsupials’ deu início à segunda parte do concertoque teve direito… a duas músicas sobre limões – ‘Pink Lemonade’ e ‘Lemon to a KnifeFight’. A despedida fez ao som de ‘Let’s Dance to Joy Division’, single do primeiroálbum da banda, na promessa de não demorarem 12 anos a voltarem a Portugal. Galeria Completa “The Wombats” aqui: Já com a noite posta, Justice subiu ao palco principal. Foi um bom DJ set, com boa luz,mas com os sons graves demasiado altos. Ainda assim, o principal problema foi outro:a gritante ausência de público. Foi, provavelmente, o concerto com menor audiênciade sempre no palco principal do Alive. Galeria Completa “The Backseat Lovers” aqui: De seguida, Anyma tomou as rédeas do palco NOS. O jogo-espectáculo de luzes que oítalo-americano trouxe para o Passeio Marítimo de Algés foi de cortar a respiração.Mas, após uma hora set começou a haver dispersão no pouco público presente – nãose contaram mais de 17 mil pessoas no recinto ao longo do dia. Pode um DJ ser ocabeça-de-cartaz de um festival? Um DJ trabalha, remistura e transita música outroracriada. Música essa que o NOS Alive sempre ajudou a repercutir e a gerar mais música.Tal deve ser motivo de reflexão. Galeria Completa “The Teskey Brothers” aqui: Para fechar a noite St. Vincent assumiu as devidas responsabilidades no palcoHeineken. Num alinhamento maioritariamente composto por temas do seu VII e maisrecente trabalho de originais – “All Born Screaming” (2024), apenas o primeirotrabalho da artista (“Marry Me”, 2007) não teve temas no alinhamento num concertocheio de energia e sedução. Depois de mergulhar no público, a artista ofereceu temporariamente a sua guitarraeléctrica em ‘All Born Screaming’, tema com que fechou uma actuação arrepiante. St.Vincent é, sem sombra de dúvidas, uma Deusa dos espectáculos ao vivo actualmente. Galeria Completa “Finneas” aqui: DJ Sammy Virji no palco Heineken e DJ Boring no palco WTF entregaram sets nadaaborrecidos na hora de deixar um estranho dia no Passeio Marítimo de Algés. Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
XVII NOS Alive – Dia I

Olivia Rodrigo É Um Seguro de Vida ao Rock! O primeiro dia de XVII ficou marcado pela prova-viva de que as guitarras com distorçãocontinuam a merecer a confiança de quem se desloca a um recinto para ouvir música. Galeria Completa “Green Leather” aqui: A XVII edição do NOS Alive começou com o ponto negativo de ser a primeira ediçãosem nenhum nome português a figurar no palco principal. Não obstante de 71 dos 112artistas presentes em todo o cartaz serem portugueses. Galeria Completa “Bad Nerves” aqui: Depois de Mark Ambor estrear o palco principal, coube a Benson Boone testar pelaprimeira vez as vozes de um recinto desde cedo lotado para assistir à jovem prodígioOlivia Rodrigo. Em ‘Mr Electric Blue’ o artista norte-americano lembrou que haviaacabado de lançar disco novo – “American Heart”. Desse novo trabalho consta‘Mystical Magical’, cantada logo de seguida. O refrão desse tema melodicamente éigualzinho a ‘Physical’ da Olivia Newton-John, de 1981 – oxalá tenha creditado afalecida cantora, ao menos. Galeria Completa “Mark Ambor” aqui: Para animar as hostilidades, Benson Boone protagonizou, ainda, um momento àFreddie Mercury. Bom, não precisava. O corte do seu bigode é igual à do malogradovocalista dos The Queen. Em ‘In The Stars’, o cantor pediu para as pessoas arrumaremo telemóvel na música feita sobre a morte da sua avó. Mas foi quando as pessoas maispegaram nele. Numa voz igual à de Damiano David, com algumas expressões de Ed Sheeran,‘Beautiful Things’ encerrou o concerto de um Benson Boone cuja identidade própriaainda está em construção. Entre o cantar no mar de gente que surpreendentemente oesperava e mortais na hora de deixar o piano de lado, o norte-americano deixou tudoem palco. E até fora dele – à saída parou para assinar o vinil do fã. Galeria Completa “Benson Boone” aqui: No palco Heineken, Barry Can’t Swim presenteou os festivaleiroS com um DJconstituído por uma parte cénica interessante-cativante. “Barry Can´t Swim” De volta ao palco principal, Noah Kahan mostrou ser um erro de casting. Com um palcoprincipal imensamente despido, a energia deixada por Benson Boon dispersou-se,numa clara certeza que Noah Kahan poderia ter o concerto perfeito… mas para o palcoHeineken. Um pouco à semelhança do que sucedeu com Benjamin Clementine naedição transacta. Galeria Completa ” Noah Kahan” aqui: Pelo palco WTF, Iolanda Costa desfilou o seu vestido de noiva, a sua ambição de selarmatrimónio com a sua namorada e todo o seu talento. Carolina Deslandes subiu apalco para cantar com a vencedora do Festival da Canção de 2024 ‘Tento na Língua’numa hora ingrata. Isto porque quase todo o recinto já se posicionava para ver e ouvirOlivia Rodrigo. Ainda assim, Iolanda deixou tudo em palco num concerto interessante,pese embora falte algo à artista portuguesa. Talvez mais palco. “Iolanda” Depois de ter sido cabeça-de-cartaz em Glastonbury, Olivia Rodrigo aterrou no PasseioMarítimo de Algés com um espectáculo bastante bem oleado – à semelhança do queaconteceu com Dua Lipa o ano passado. O público que lotava o recinto mostrou-seimensamente conhecedor de uma obra da jovem artista de 21 anos eu, directa ouindirectamente, vai buscar muitos traços à era “1989” de Taylor Swift. A sua experiência enquanto estrela da Disney faz com que o concerto de Olivia Rodrigose faça, também, muito do contacto visual. Em 90 minutos de espectáculo a norteamericana tocou guitarra eléctrica, guitarra acústica e piano não com confiança mastambém com felicidade. Afinal de contas, todas as músicas lançadas pela artista são dasua própria autoria como também estar em palco sempre foi o seu sonho. Vai ser interessante ver a evolução da poética de Olivia Rodrigo visto que a mesmaestá ainda muito segmentada à sua fase de adolescente. Até ver, a artista é um segurode vida (saudável) ao rock! Com uma t-shirt com versos daquilo que será um dos temas do seu terceiro álbum deoriginais, Olivia Rodrigo despediu-se do público português com ‘all-american bitch’ –cujo refrão é igual a ‘Star All Over’ de Miley Cyrus, ‘good 4 you’ e ‘get him back’, paraimensa satisfação dos presentes. Galeria Completa “Glass Animals” aqui: Para o fim de festa, Nathy Peluso subiu ao palco Heineken. A argentina entregou umespectáculo absolutamente divinal, cujo ponto negativo foi mesmo o pouco públicoque sobrou para testemunhar tal obra-de-arte. Galeria Completa “Parov Stelar” aqui: Texto de Diogo Santos. Fotografias de Jorge Pereira.
Muse substituem Kings of Leon no festival NOS Alive 2025

A organização do NOS Alive informou ontem que por lesão grave do seu vocalista e guitarrista Caleb Followill, os Kings Of Leon estão impossibilitados de actuar na edição deste ano do festival. Em sua substituição foi anunciado que serão os Muse a ocupar o lugar vago no ultimo dia do festival.